Friday, September 01, 2006

Sobre a última que morre

Dia desses decidiram que Plutão não é mais um planeta (aliás, olha a maldade: foi só um brasileiro ir para o espaço que sumiu um planeta *hehehe*). Algumas pessoas se reuniram, debateram e pronto: Plutão deixou de ser um planeta. Dá para ver daqui as rugas de preocupação dele com os rótulos criados por pessoas que não fazem a menor diferença...

Mas Plutão não tem (quase) a ver com o que tem martelado minha mente nesse último período. Tem a ver sim com conceitos que nos vemos obrigados a mudar (ou que mudam gradualmente), mas são conceitos internos, nada de rótulos criados por comissões. Tem a ver com sonhos e planos que temos que jogar fora ou redesenhar.

Sabe aquela boneca que sua mãe prometeu e nunca deu? Era apenas a primeira de muitas coisas que não seriam realizadas na sua vida. Teve aquela amiga de infância, com a qual eu ia morar nos EUA quando fizéssemos 18 anos. Iamos até ter um hamster! Um plano que virou fumaça. Com aquela outra amiga, combinei que iríamos viajar (sumiu). Teve a outra que prometeu ensinar a assoviar bem alto (desapareceu). E assim por diante...

Depois entrou o mundo masculino na minha vida, prometendo mundos e fundos, desde "qualquer dia a gente vai lá" até... até outras vidas juntos. Todo aquele lance de "mulher da minha vida", "alma gêmea" e coisas do gênero. Coisas que me vi forçada a tirar da lista "To Do" e arquivar na pasta "o que era para ter sido e não foi". Culpa de ninguém em especial, só do desenrolar da vida, afinal não temos como prever o futuro quando falamos algo do tipo.¹

Cada plano que morre na frustração de não ter sido realizado leva consigo algumas moléculas de esperança. Normalmente mais do que dá para repor. Depois de um tempo de decepção já não há mais esperança para acompanhar planos, então deixa-se de fazê-los.

Se a fabriquinha não tiver secado sua fonte de vez (possibilidade muito triste), restam duas alternativas: ficar em reclusão até que haja um estoque razoável de esperança para poder se arriscar novamente (alternativa mais comumente utilizada) ou fazer planos conforme a fabriquinha for funcionando (requer coragem, pois há risco de overbooking).

Trabalho longo e árduo esse de se reconstruir. Muitas vezes solitário também, mas se a sorte estiver a seu favor, pode ser que surja um alguém que dê uma mãozinha para a sua fábrica de esperança. Uma pessoa que funciona quase como se fosse matéria-prima.

Alguém cujo olhar, sorriso, toque, palavras, jeitinho, tudo serve como fonte de inspiração, um propulsor para a vida, para o seu bem estar e felicidade. Alguém que, numa corrente contínua, eletrize sua vida... praticamente um dínamo!² ;)



¹Mesmo assim.. "I'll never let you go if you promisse not to fade away, never fade away". =)

²De novo, de novo, de novo! "My life, you electrify my life..." ^_^

2 comments:

Anonymous said...

eh...

Anonymous said...

ok... agora fui promovido a dínamo... ¬¬
hehhehehehhe :P
Bem,nada contra ser um dínamo... Acho q NESSE caso em especial, só existem muitas coisas a favor!
Gostaria de ser não só o dínamo, não só a matéria-prima, mas sim tudo que eu puder... td q for preciso q eu seja!
Como vc disse, ninguém pode prever o futuro... mas eu não vou desistir das minhas "hopes and expectations" tão fácil assim...
"there´s nothing like it the world...."
And its really worth it!