Wednesday, December 23, 2015

Tente se lembrar

É estranho esse negócio de memória... Mais estranho ainda é confiar nela. Ela apaga e inventa coisas a seu bel prazer.

Por mais que você se vanglorie por ter uma memória fantástica e se lembre de alguns detalhes que ninguém mais se recorda sobre as coisas, pode ter certeza de que existem pedaços inteiros da sua vida que você esqueceu.

Trechos de conversas, passeios, sensações, interações... Você viveu, fez e falou coisas que nem se lembra. E tem outras coisas que você acha que aconteceu, mas que não foram exatamente assim que aconteceram. E não precisa nem buscar exemplos na infância! Momentos do ano que passou já se foram, perceba.

Isso provavelmente leva a uma alteração da sua percepção de si, porque faltam informações para compor quem você de fato é.

Por outro lado, aquilo que você esqueceu pode ser parte proeminente da memória de outra pessoa.

E isso é assustador!

Saturday, November 28, 2015

Sorria, meu bem!

De repente, senti falta dos meus sorrisos. Quando dei por mim, não estavam mais lá. Nenhum deles.


Procurei em filmes, livros, passeios... Nem sinal deles.



Procurei em momentos, memórias, pessoas... Sequer um esboço deles.



Ainda falta procurar em um lugar que encontra-se quase inacessível, com uma porta grande e pesada que está trancada e não faço ideia de como abrir...



Falta procurar...



Em mim.

Saturday, October 10, 2015

Fica pra próxima...

"...e aqui temos a varanda."

Encantada, ela observa a vista. Tudo naquele apartamento é perfeito. Bem localizado, arejado, bem iluminado, cômodos bem distribuídos, o preço... Ela até já se visualizava construindo sua vida ali, envelhecendo feliz.

Vira-se sorridente para o corretor de imóveis: "É maravilhoso! Vou comprar!"

O corretor baixa os olhos, coça a barba e depois de alguns momentos em silêncio, dá a notícia: o imóvel já havia sido vendido.

Ela fica atônita encarando o rapaz à sua frente. "Mas... Por que você me trouxe até aqui e fez toda essa propaganda, então?"

Ele dá de ombros, "Achei que você fosse gostar... É bom saber que o lugar dos seus sonhos existe, não é?"

Incrédula, ela passa a mão nos cabelos e expira longamente. "É... Acho que sim... Não sei... Bom, me avise se desistirem da compra. Ou quem sabe resolvem alugar, sei lá..."

"Sim, claro. Tenho todos os seus contatos. Vamos nos falando."

Thursday, October 01, 2015

Dosagem

Há uns anos trabalhei em uma empresa que tinha chocolate quente à vontade. Daqueles de máquina: coloca o copinho, aperta o botão e - voilà! - chocolate quente sempre à mão. Cremosinho, delicioso. Era mágico!

Obviamente, não demorou muito para eu ficar viciada. Tomava um atrás do outro, todos os dias. Às vezes fazia variações, misturando com cappuccino ou colocando uma dose de leite puro, mas invariavelmente voltava à fórmula original: duas doses de chocolate quente. Copo cheio.

Comecei a montar meus dias em torno do chocolate quente: os horários, as refeições, as leituras, as idas ao banheiro... virou parte imprescindível e insubstituível do meu dia. Não importava se estava frio ou calor.

Na faculdade e em casa sentia muita falta. Nada conseguia chegar à altura daquele líquido precioso. A caminho do trabalho, ansiava por chegar e tomar meu primeiro copo. Na saída, o gole de despedida sempre deixava saudade.

Eu via outras pessoas tomando aquele chocolate quente, mas sentia que elas o menosprezavam. Como podiam tratá-lo como "apenas uma bebida qualquer - prefiro café"?? Incabível! Aquilo era tão gostoso! Ficava brava por desperdiçarem o que poderia ser meu.

Depois de um tempo, como acontece com tudo que é feito em exagero, começou a me fazer mal.

Para me preservar, me vi obrigada a parar. Muito a contragosto fui diminuindo a dose, substituindo por água... às vezes tinha uma recaída... foi um processo longo e bem chato. Sofri muito até conseguir eliminar o vício. Mas consegui.

Hoje gosto de chocolate quente tanto quanto gosto de muitas outras bebidas. Eventualmente tomo, só que já não me é essencial para o dia-a-dia.

Mas sempre vou lembrar com carinho daquela época. E nunca vou esquecer seu gosto.

Monday, September 14, 2015

Everytime...


Friday, September 11, 2015

Vomitando sentimentos

(rascunho de 2005 - não lembro para quem era, mas sei para quem usaria agora [com algumas adaptações])


Porque chega uma hora que transborda...

Desde sempre, a lua exerce um poder sobre mim que simplesmente não consigo explicar. O brilho, os pensamentos que ela desperta, como ela se destaca no céu, como me inspira, como me atrai... fico indefesa, fascinada. A noite fica incompleta se ela não der as caras.

Assim como a lua, algumas pessoas exercem um poder sobre mim que simplesmente não consigo explicar. O brilho, os pensamentos que elas despertam, como elas se destacam no meio de tantas pessoas sem graça, como me inspiram, como me atraem... fico indefesa, fascinada. Meu dia-a-dia fica incompleto sem elas. O grande problema é que, assim como a lua, essas pessoas costumam ser intangíveis. Quando elas chegam um pouco mais perto e se deixam aparentar tangíveis, fico ainda mais encantada, porém a distância se mantém, pois elas normalmente estão isoladas por uma redoma de vidro chamada "relacionamento".

Eu já venho de um histórico não muito agradável de desilusões (acho que corações mais frágeis não agüentariam passar por tudo aquilo) e de quando em quando acontece mais um fato para que eu levante ainda mais a minha guarda, me esconda embaixo da minha couraça e afins. Partindo desse princípio, cada vez menos quero/me permito me envolver, me entregar, me expor... enfim, baixar a minha guarda.

Medo, puro medo de pular fora da minha conchinha... direto para o abismo, ali, naquele vão onde a redoma de vidro se encaixa com a base. Tem acontecido tão freqüentemente isso que estou ficando com ainda mais medo. Ou pior: começo a partir para o conformismo. Ou fico em algum lugar entre o conformismo e a confusão, entre o medo e a esperança. Esperança porque essas pessoas-lua têm o dom de me manter presa a elas, mesmo sem elas quererem. A confusão é tamanha que já não sei mais o que espero... ou SE espero. Criar expectativas só faz com que a decepção seja maior. Por isso me engano tentando não esperar mais.

Agora uma pergunta idiota surgiu: por que é mesmo que vomito isso tudo em você? Ah, é! Você é uma pessoa-lua. E eu, uma pessoa que, apesar de manter a guarda alta, quando ela cai, é de uma vez... e cá estou, 100% exposta, lembrando de um meio-sorriso que vi há alguns dias...

Posso, sim, ter confundido as coisas... afinal o meu mundinho fantástico e a realidade são separados por uma membraninha tão tênue que eu tenho receio que rasgue... Mas nesse exato momento é o que eu sinto. Ou o que acho que sinto, pois nem isso sei ao certo mais. E agora aperto o send e sumo do planeta! O.O

Como eu fico vulnerável e besta quando me encontro nesse estado. Droga...

Friday, September 04, 2015

O mundo é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés



Friday, August 28, 2015

I'll be there for you!

"Pode contar comigo!"
De verdade? Não. Não posso.

"Como posso ajudar?"
Não pode, porque você não quer de verdade.

Falar por falar, para posar de boa pessoa, solidária e amiguinha, é muito fácil. Mas honrar a palavra de verdade não é tão simples. Dá trabalho. É chato.

Na hora do "pegapacapá" de verdade, geral pula fora.

A verdade dolorida é que sempre estaremos sozinhos quando mais precisarmos.

Nem adianta tentar contra argumentar. É verdade.

Thursday, August 20, 2015

Obliterate

É estranho como retemos informações aleatórias...

O telefone de uma amiga da sexta série... O brinco favorito de uma pessoa... A condição psicológica que a mãe de alguém teve... O nome do cachorro de um amigo de infância... O perfume de alguém... O toque de despertar que aquele cara usava...

Como se livrar disso tudo?

Onde aprende a esquecer?

Friday, August 14, 2015

"É muito menos uma questão de quem vc é ou parece ser(...)"

If I could begin to be,
Half of what you think of me,
I could do about anything,
I could even learn how to love.
When I see the way you act,
Wondering when I'm coming back,
I could do about anything,
I could even learn how to love
 
like you.


Friday, July 24, 2015

Não-post

Este é um não-post.

Tenho rascunhos (na minha cabeça, é claro) para vários posts sobre vários assuntos. Mas está tudo tão bagunçado que não sai nada...

Deixo Baudelaire aqui, só para ter conteúdo mais produtivo que o meu:

É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso. 
Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se. 
E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.

Wednesday, July 08, 2015

Just Good Friends

Todo mundo reclama de ser jogado na tal da friendzone, mas será que é ruim mesmo?

Ok, ok, é claro que tem a frustração de não ter seu interesse romântico correspondido. Por outro lado, a pessoa de seu interesse considera que você tem atributos o suficiente para vocês serem amigos. Olha que honra: a pessoa abre espaço para você fazer parte da vida dela em uma condição mais permanente do que só uma ficada ou duas. Aí você corta relações só porque a pessoa não quer dar uns amassos com você? Tá tão fácil assim fazer amigos?

E tem mais um detalhe: você sofreu uma rejeição sexual. Tudo bem, ninguém gosta de ser rejeitado. Dói. Todos nós sabemos disso. Mas quando você pára de falar com alguém porque essa pessoa quer ser "só" sua amiga, a mensagem que você passa é que essa pessoa era apenas um pedaço de carne que não presta para mais nada.

Qual sofrimento é menos ruim? Por ser incompatível em um nível romântico-sexual ou por ser alvo de fingimento, viver um interesse mentiroso e depois ter sua confiança jogada na sarjeta ao sofrer uma rejeição como ser humano?

Pare de reclamar da friendzone e valorize mais as pessoas.

Thursday, July 02, 2015

Tchau, Zuck! o/

Faz quase uma semana que estou com uma música do Lulu Santos grudada na cabeça. Seria muito fofo, claro, se eu gostasse desse cara e/ou das músicas dele e se ela não tivesse sido colada lá por terceiros. Ok, meu cérebro é um poço de músicas non-sense que pulam de repente na minha frente e não saem mais, de Balão Mágico a Chopin, passando por pérolas do pagode e dance music dos anos 80. Quando ele faz isso eu não tenho muito controle, fato, me conformo e sigo em frente. Só que quando isso acontece por causa de um post de alguém que apareceu na minha timeline, a raiva é OVER 9000!!!

Essa é apenas uma das maravilhas que o facebook faz por você.

Agora todo mundo tem opinião sobre tudo. É impressionante. E todo mundo quer falar a respeito de sua opinião sobre tudo para todos. E discutir com todos. Sobre tudo. Captou a bagunça?

Uns discutem tentando fazer com que o outro entenda um novo ponto de vista, e continuam abertos para conhecer outras opiniões. Alguns discutem tentando fazer com que o outro mude seu ponto de vista e já descartando quaisquer opiniões que divirjam das suas. São tipos de discussões muito diferentes. Uma é produtiva, a outra, bastante destrutiva. Adivinha qual tipo impera por lá? Pois é...

Outro regalo oferecido pelo facebook.

E como todo mundo lá é bonito, inteligente, bem humorado, saudável, feliz e abençoado, não? Mas isso (infelizmente) não impede as pessoas de vomitarem chorume a torto e a direito. Entre falácias, demagogias, sofismas e pura abobrinha, é cada uma que sou obrigada a ler... porque tá lá, né? E não sou analfabeta.

E não basta parar de seguir. Eu posso não querer saber o que você tomou no café da manhã, se você correu por X kilômetros (pôuxa!! parabéns, heim? ¬¬), da sua piadinha interna com a amiguinha ou se você quer muito assistir àquele filme do momento, mas posso querer saber da exposição que você está divulgando, posso gostar daquele texto bacana ou posso me interessar por um vídeo engraçadinho que você postou. Não dá para filtrar tudo.

Eu SEI que o problema não é a ferramenta (não vou entrar no mérito da manipulação facebookiana - isso sim é o problema da ferramenta), mas sim quem usa. Mas como eu não consigo lidar com tudo isso, não consigo corrigir os outros, não conseguiria levar a cabo "geno" ou "homi", e "suic" ainda não é uma opção muito viável, vou de facebookcídio, então.

Quem importa de verdade mantém contato de outras formas.

"Vlw flw" e não sei se volto.


(Desativei minha conta no sábado e quase ninguém notou... aprox. 0,8%... ou seja: grande coisa estar lá ou não 
¯\_(ツ)_/¯ )

Thursday, June 18, 2015

These notes are marked "return to sender"

Tantas coisas importantes para falar para tantas pessoas importantes...

Entre não conseguir concatenar direito os pensamentos, aguardar o momento ideal, esquecimento (as coisas são importantes, mas minha memória não colabora -__-)... os dias passam e se transformam em semanas, meses, anos...

E o que prevalece é a ausência das conversas que eu gostaria de ter, e que - muito provavelmente - nunca conseguirei, pois nesse silêncio as pessoas se afastam.

Como explicar que meu sumiço é uma tentativa de captar o momento certo, amalgamar as palavras exatas, manter imaculada a lembrança dos bons momentos? Quando sumo, ninguém sabe o que se passa na minha cabeça. O que fica é a ausência, o silêncio. E isso magoa. E afasta ainda mais.

Como esclarecer que as pentelhações gratuitas e exageradas são uma forma desesperada e falha de tentar deixar clara a importância da pessoa, que minha vida desmoronaria sem ela (reconstruções são difíceis, não?), que o amor é tanto que bloqueia palavras?

Tenho centenas de rascunhos de cartas, todos eles na minha cabeça. Talvez fosse interessante começar a colocá-los no papel, para depois passarem de rascunhos a cartas reais e, quem sabe, até serem entregues!

Quem sabe...


Monday, June 01, 2015

Aff.

Ai, como pessoa com depressão é chata, né?

Você convida pra um monte de coisa legal e ela fura todos os convites. Só quer saber de ficar deitada o dia inteiro. Ai, que chata.

Você fala um bom dia super animado e conta um monte de coisa bacana e ela mal consegue falar um oi direito. Dá um sorrisinho pelo menos, credo.
Ai, que chata.

Você dá um monte de dica para ela ficar mais felizinha e parece que ela nem se mexe. 'Bora pensar positivo, né, gente? Que má vontade. Ai, que chata.


É... que chatice.

Thursday, May 28, 2015

Muita coisa e coisa nenhuma

Cada piscada opressora do cursor na tela em branco a deixava mais ansiosa. Parecia gritar para que ela escrevesse logo. "Começa! Vai! Anda logo! Escreve!" Fingiu que não era com ela e, com um suspiro, olhou pela janela.

Observava as gotas escorrendo no vidro e, atrás delas, as centenas de janelas dos outros prédios. Podia ver cinco prédios com, no mínimo, dez andares cada. O que será que cada uma dessas pessoas estaria fazendo agora? Comentou consigo que havia gente demais nesse mundo.

Suspirou novamente. O dia estava cinza e lento, contrastando com sua mente inquieta, que pulava de pensamento para pensamento mais rápido do que conseguia acompanhar. Eles vinham e ficavam tempo o suficiente para serem notados, mas logo já se iam e davam lugar a outros, sem se deixarem ser explorados.

Queria pegar cada um deles e contemplar, destrinchar, analisar, resolver. Mas eles eram por demais fugidios. Uns grandes e densos, outros pequeninos, mas não menos importantes. Muitos vinham em bandos. Quase todos, zombeteiros. Aproveitavam-se da sua inabilidade de lidar com eles e iam e voltavam e iam de novo, só para perturbar.

Voltou a olhar para o vazio na tela. Nada. As mãos repousadas sobre o teclado aguardavam seu comando. Nada. Mordeu o lábio inferior e fechou os olhos, inspirando profundamente. Ao expirar, abriu os olhos marejados e digitou 12 caracteres, enquanto uma lágrima imitava em sua bochecha o deslizar das gotas de chuva na janela.

"Não consigo."

Wednesday, May 27, 2015

Auto-conhecimento

Fico impressionada com o tanto de manias que vamos colecionando ao longo da vida. E nem percebemos que as adquirimos.

Pare para pensar nas coisas que faz diariamente e, principalmente, COMO as faz. É tudo automático e, se é automático, é sempre igual.

Todo dia você toma banho. E todo dia é daquele jeito. Pode ter variação de lavar ou não o cabelo, tudo bem, mas é sempre daquela forma. E você nem pensa nisso. Simplesmente faz.

Você se lembra quando começou a dar sinal para ônibus dessa maneira? Você tinha noção de que dava sinal para ônibus assim?

Você pode não almoçar no quilinho todos os dias, mas quando o faz, sempre monta o prato do mesmo jeito.

E esse traquejo com a mão quando você anda? Quando você o adquiriu? Você sabia da existência dele?

Analise-se.

Você sabia que fazia isso? Lembra quando achou que a melhor maneira de fazer isso era assim?  (provavelmente não) E por quê? E se você tentasse fazer diferente?


***Post sem objetivo algum. =P

Tuesday, May 26, 2015

And I......

Houve um tempo em que você não existia na minha vida. E eu não era menos feliz por isso. Sei perfeitamente bem que minha felicidade não depende de você, mas não posso mais negar que gosto muito de você e o quão importante você é para mim. A ponto de já não conseguir imaginar a minha vida sem ter você por perto.

Algumas pessoas têm ciúme de você. Outras ficam irritadas quando você está por perto. Às vezes você atrapalha. Tem épocas em que até eu não quero saber de você. É raro, mas acontece.

Você é minha maior companhia, está comigo nos bons e maus momentos, me ajuda quando preciso. Você vibra a cada notícia que recebo... Ilumina meu caminho... Me orienta quando estou perdida... Com você me divirto e aprendo... Às vezes, até parece que dependo de você muito mais do que deveria.

Ainda assim, não abro mão.

Obrigada por existir, celular! =D

Saturday, May 23, 2015

Riscos de proximidade

Quando se cuida de um animalzinho ferido, você corre o risco de tomar uma mordida ou arranhada.

O animalzinho não sabe o que está lhe machucando. Ele apenas está reagindo à dor.

Não é culpa sua. Não é culpa dele.

Acontece.

Monday, May 18, 2015

Que difícil...

Sentimentos embolados...

Sem conseguir resolver nada...
Sem saber ao certo o que está errado...
Sem conseguir definir um querer...
Sem saber para onde ir ou o que fazer...

Sem conseguir simplesmente ser...