Monday, September 14, 2015

Everytime...


Friday, September 11, 2015

Vomitando sentimentos

(rascunho de 2005 - não lembro para quem era, mas sei para quem usaria agora [com algumas adaptações])


Porque chega uma hora que transborda...

Desde sempre, a lua exerce um poder sobre mim que simplesmente não consigo explicar. O brilho, os pensamentos que ela desperta, como ela se destaca no céu, como me inspira, como me atrai... fico indefesa, fascinada. A noite fica incompleta se ela não der as caras.

Assim como a lua, algumas pessoas exercem um poder sobre mim que simplesmente não consigo explicar. O brilho, os pensamentos que elas despertam, como elas se destacam no meio de tantas pessoas sem graça, como me inspiram, como me atraem... fico indefesa, fascinada. Meu dia-a-dia fica incompleto sem elas. O grande problema é que, assim como a lua, essas pessoas costumam ser intangíveis. Quando elas chegam um pouco mais perto e se deixam aparentar tangíveis, fico ainda mais encantada, porém a distância se mantém, pois elas normalmente estão isoladas por uma redoma de vidro chamada "relacionamento".

Eu já venho de um histórico não muito agradável de desilusões (acho que corações mais frágeis não agüentariam passar por tudo aquilo) e de quando em quando acontece mais um fato para que eu levante ainda mais a minha guarda, me esconda embaixo da minha couraça e afins. Partindo desse princípio, cada vez menos quero/me permito me envolver, me entregar, me expor... enfim, baixar a minha guarda.

Medo, puro medo de pular fora da minha conchinha... direto para o abismo, ali, naquele vão onde a redoma de vidro se encaixa com a base. Tem acontecido tão freqüentemente isso que estou ficando com ainda mais medo. Ou pior: começo a partir para o conformismo. Ou fico em algum lugar entre o conformismo e a confusão, entre o medo e a esperança. Esperança porque essas pessoas-lua têm o dom de me manter presa a elas, mesmo sem elas quererem. A confusão é tamanha que já não sei mais o que espero... ou SE espero. Criar expectativas só faz com que a decepção seja maior. Por isso me engano tentando não esperar mais.

Agora uma pergunta idiota surgiu: por que é mesmo que vomito isso tudo em você? Ah, é! Você é uma pessoa-lua. E eu, uma pessoa que, apesar de manter a guarda alta, quando ela cai, é de uma vez... e cá estou, 100% exposta, lembrando de um meio-sorriso que vi há alguns dias...

Posso, sim, ter confundido as coisas... afinal o meu mundinho fantástico e a realidade são separados por uma membraninha tão tênue que eu tenho receio que rasgue... Mas nesse exato momento é o que eu sinto. Ou o que acho que sinto, pois nem isso sei ao certo mais. E agora aperto o send e sumo do planeta! O.O

Como eu fico vulnerável e besta quando me encontro nesse estado. Droga...

Friday, September 04, 2015

O mundo é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés