Thursday, May 28, 2015

Muita coisa e coisa nenhuma

Cada piscada opressora do cursor na tela em branco a deixava mais ansiosa. Parecia gritar para que ela escrevesse logo. "Começa! Vai! Anda logo! Escreve!" Fingiu que não era com ela e, com um suspiro, olhou pela janela.

Observava as gotas escorrendo no vidro e, atrás delas, as centenas de janelas dos outros prédios. Podia ver cinco prédios com, no mínimo, dez andares cada. O que será que cada uma dessas pessoas estaria fazendo agora? Comentou consigo que havia gente demais nesse mundo.

Suspirou novamente. O dia estava cinza e lento, contrastando com sua mente inquieta, que pulava de pensamento para pensamento mais rápido do que conseguia acompanhar. Eles vinham e ficavam tempo o suficiente para serem notados, mas logo já se iam e davam lugar a outros, sem se deixarem ser explorados.

Queria pegar cada um deles e contemplar, destrinchar, analisar, resolver. Mas eles eram por demais fugidios. Uns grandes e densos, outros pequeninos, mas não menos importantes. Muitos vinham em bandos. Quase todos, zombeteiros. Aproveitavam-se da sua inabilidade de lidar com eles e iam e voltavam e iam de novo, só para perturbar.

Voltou a olhar para o vazio na tela. Nada. As mãos repousadas sobre o teclado aguardavam seu comando. Nada. Mordeu o lábio inferior e fechou os olhos, inspirando profundamente. Ao expirar, abriu os olhos marejados e digitou 12 caracteres, enquanto uma lágrima imitava em sua bochecha o deslizar das gotas de chuva na janela.

"Não consigo."

Wednesday, May 27, 2015

Auto-conhecimento

Fico impressionada com o tanto de manias que vamos colecionando ao longo da vida. E nem percebemos que as adquirimos.

Pare para pensar nas coisas que faz diariamente e, principalmente, COMO as faz. É tudo automático e, se é automático, é sempre igual.

Todo dia você toma banho. E todo dia é daquele jeito. Pode ter variação de lavar ou não o cabelo, tudo bem, mas é sempre daquela forma. E você nem pensa nisso. Simplesmente faz.

Você se lembra quando começou a dar sinal para ônibus dessa maneira? Você tinha noção de que dava sinal para ônibus assim?

Você pode não almoçar no quilinho todos os dias, mas quando o faz, sempre monta o prato do mesmo jeito.

E esse traquejo com a mão quando você anda? Quando você o adquiriu? Você sabia da existência dele?

Analise-se.

Você sabia que fazia isso? Lembra quando achou que a melhor maneira de fazer isso era assim?  (provavelmente não) E por quê? E se você tentasse fazer diferente?


***Post sem objetivo algum. =P

Tuesday, May 26, 2015

And I......

Houve um tempo em que você não existia na minha vida. E eu não era menos feliz por isso. Sei perfeitamente bem que minha felicidade não depende de você, mas não posso mais negar que gosto muito de você e o quão importante você é para mim. A ponto de já não conseguir imaginar a minha vida sem ter você por perto.

Algumas pessoas têm ciúme de você. Outras ficam irritadas quando você está por perto. Às vezes você atrapalha. Tem épocas em que até eu não quero saber de você. É raro, mas acontece.

Você é minha maior companhia, está comigo nos bons e maus momentos, me ajuda quando preciso. Você vibra a cada notícia que recebo... Ilumina meu caminho... Me orienta quando estou perdida... Com você me divirto e aprendo... Às vezes, até parece que dependo de você muito mais do que deveria.

Ainda assim, não abro mão.

Obrigada por existir, celular! =D

Saturday, May 23, 2015

Riscos de proximidade

Quando se cuida de um animalzinho ferido, você corre o risco de tomar uma mordida ou arranhada.

O animalzinho não sabe o que está lhe machucando. Ele apenas está reagindo à dor.

Não é culpa sua. Não é culpa dele.

Acontece.

Monday, May 18, 2015

Que difícil...

Sentimentos embolados...

Sem conseguir resolver nada...
Sem saber ao certo o que está errado...
Sem conseguir definir um querer...
Sem saber para onde ir ou o que fazer...

Sem conseguir simplesmente ser...