Sunday, November 19, 2017

Lista de assuntos aleatórios, feita em 15/09/2015

De vez em quando me bate uma saudade de algumas pessoas que tenho certeza que não devem nem lembrar da minha existência.
Ainda vale...

Eu carrego toneladas e toneladas de culpas diversas. Sei nem como consigo andar por aí.
Pouts, como isso é atual!

Houve um tempo que eu era movida a fazer listas. Listava tudo. Não sei como nem quando nem porque deixei de fazer listas. Mas hoje em dia a única lista que faço é a de mercado. E olhe lá! Na maioria das vezes, improviso. E sempre esqueço um monte de coisa. ¬¬
Fato. Mas, ei, isso é uma lista!

Quando foi que deixei de ser eu? Por que me lembro de quem era, mas não sei quem sou?
Essa já não está tão atual. Já não lembro quem eu era. ¯\_(ツ)_/¯

Você é uma esquisita caixinha de surpresas...
Não faço a menor ideia a quem me referia.

Friday, August 04, 2017

The Meaning of Life



Gumball: Why isn’t anyone able to answer our question? Tell me universe! WHAT IS THE MEANING OF LIFE!?

Jupiter(?): You guys, quick! I think someone’s in need of a cosmic answer!
Uranus(?): Let's explain the meaning of his pitiful existence to him in a form of a feel good song.

One
Two
Three

When you think you’ve got a problem
and your life is full of doubt
Remember: in the scheme of things
your life just doesn’t count

To you a leaf might seem quite small
But to an ant, it’s ten feet tall
It’s hard to be objective
so we’ll offer some perspective

You think there’s nothing greater than the planet you call Earth
But Earth can seem quite skinny next to Neptune’s mighty girth

("Oy!" "Relaaax!")

‘Cause when you think you’ve got a problem
if you’re thinner or you’re fatter
Remember: in the scheme of things
your life just doesn’t matter

Now the Sun can make us all feel small
Cause he’s the biggest of us all
But that’s just in the Solar System
Bigger things than that exist

The Milky Way
The galaxy
And don’t forget the universe
That’s just the ones we know about
They’re huge compared to you or us

You’re tiny and you’re minuscule
Irrelevant, a speck
Upon the dark side of that rock
you’re just a measly little fleck
Your life may last a century
On Earth, or maybe quicker
But up here, a hundred years is just a flash, a blip, a flicker

So when you
Think you’ve got a problem
when your life is full of doubt
Remember: in the scheme of things
Your puny, little, tiny, weeny, meager, futile, worthless, teeny, boring, foolish, pointless, minimal, wretched, gloomy, bleak, and pitiful
Life just does not count!

Darwin: Huh, what’s that all about?

Gumball: Don’t know, but the joke's on them. By the time they finish their smug little song, the sun will have collapsed on its own mass and exploded, so… ppppppppppttttt.

4.75 billion years later.

Oh, life just does not count.

Sun: Hey, you know that kid 4.75 billion years ago?
Planets: Ya.
Sun: Well he was right.

Tuesday, August 01, 2017


If I could begin to be
Half of what you think of me
I could do about anything
I could even learn how to love

Fracasso

Acordo na hora em que deveria sair de casa.

Saio de casa na hora em que deveria estar chegando ao trabalho.
Gasto com táxi o dinheiro que deveria gastar com almoço e janta.
Fico sem comer.
Passo o dia em ondas de letargia e irritação.
Caminho até o ponto de ônibus como uma bola de boliche furiosa, querendo derrubar todos no caminho.
No ônibus, me isolo em uma bolha ficcional qualquer, submergindo em algum livro.
Chegando em casa, me afundo no sofá e me isolo em uma bolha ficcional qualquer, assistindo séries em série.
Não faço exercícios (físicos ou mentais).
Não produzo nada.
Vou dormir muito mais tarde do que deveria.
Acordo na hora em que deveria sair de casa...

(repeat)

Thursday, July 27, 2017

"Mas e aí? Como você explica isso?"

Respirou fundo e procurou ponderar a respeito, porém sua mente não conseguia focar em uma resposta que fizesse sentido. Os pensamentos disparavam de um lado para outro, aleatórios, desconexos e concomitantes.

Encarou sua amiga e abriu a boca para falar, mas... só saíram pedras. As palavras vinham em fluxos de pedrinhas e, tal qual um caminhão basculante, sua boca derramava brita, cascalho, e pedregulhos a cada tentativa de se expressar.

Do outro lado da mesa, a moça piscou lentamente, incrédula. "É impressionante! Nunca dá para entender o que você fala." Riu com uma pitada de deboche. "O que custa responder objetivamente? E além de tudo é grossa."

Tentou argumentar. As pequenas pedras rasgavam sua garganta, rolavam pelo seu colo e se espalhavam pelo chão, se acumulando ao seu redor e pouco a pouco a soterrando.

"É... assim não tem diálogo." A moça se levantou e pegou a bolsa, visivelmente irritada. "Eu preciso ir, depois a gente se fala." Finalizou e saiu, com passos largos e rápidos.

Tossiu um pouco de areia e suspirou, resignada. Mais uma vez estava imobilizada com o peso de tudo que não conseguiu falar.

Friday, July 21, 2017

Promises, promises...

Tantas e tantas promessas não cumpridas...

Dos outros para mim, de mim para os outros, de mim para mim mesma...

A gente tem que parar de se enganar.




Mas o que seria de um aniversário sem bolo, né?
Tô com fome. Vou almoçar. ¬¬

talvez o recado nunca atinja o destinatário...

Thursday, July 13, 2017

\m/


Wednesday, April 19, 2017

O tempo é implacável

"Depois a gente conversa..."

"Depois eu conto..."

"Depois eu te mostro..."

"Depois eu falo..."

"Depois eu escrevo..."

"Depois eu faço..."


Passou.

Sunday, April 16, 2017

Efeito borboleta

Estava abalada por fatos da vida e com um pouco de tempo sobrando, então resolveu passar no mercadinho da rua antes de subir para o escritório, para tentar fazer seu dia um pouco mais suportável.

Passeou com calma por todos os corredores e foi pegando itens que fossem do seu agrado: peras, iogurte, aveia, leite, chás (um vício), cápsulas de café (outro vício), bolachinha integral, cenourinhas... quando deu-se por satisfeita, dirigiu-se ao caixa, terrivelmente arrependida por não ter pegado uma cestinha para carregar as compras com mais conforto.

Era do seu feitio pegar mais coisas do que achava que iria pegar.

Com exceção das peras, que vêm num saquinho com alça, o resto era embalado em caixas. Aí fica fácil. O pacote de bolacha é cilíndrico, as cenourinhas vêm numa embalagem pequenina. Com tudo encaixadinho, é tranquilo segurar tudo nas mãos.

Foi colocando os itens no caixa e ao ver que a atendente estava com uma cara de segunda-feira, solidarizou-se e deu um sorrisão acompanhado de um alegre bom dia, para tentar amenizar um pouco. A atendente nem respondeu.

"CPF na nota?"
"Sim, por favor."
"Pode digitar."

Ela não tinha terminado de se desvencilhar das coisas, apressou-se, digitou o CPF e voltou a colocar os itens no caixa.

"Pode confirmar?"
"Ah, claro!"

Que erro, não? Esquecer de apertar o confirma. Confirmou e a atendente foi passando os itens.

"Vai precisar de sacola?"
"Vou, sim."
"Uma ou duas?"
"Ahn... deixa eu tentar uma, se não couber, pego outra."
A atendente revira os olhos impaciente, enquanto a espera brincar de Tetris na sacolinha.
"ACHO QUE VAI DAAAAR, HEEEIM???" e dá risada.

Finalmente consegue arrancar um sorriso da atendente. Contente com seu sucesso, ela paga, pega a sacola e as peras convenientemente embaladas e coloca-se a caminho da saída da loja. Ao passar pela porta, ela vê um vultinho preto de canto de olho. Volta.

Um pug.

Enorme! (para um pug, claro)

Ele a olha com uma cara tão simpática, que ela não resiste e fez algo que normalmente não faria: foi agradar o cão, que estava com a guia amarrada em um daqueles totens que ficam com panfletos promocionais em frente à loja.

O pug ficou TÃO extasiado que havia conseguido chamar a atenção de alguém que ia lhe dar carinho, que antes que ela chegasse até ele, ele foi ao encontro dela, todo felizão. Só que o tal do totem era uma estante fina, alta e... totalmente solta! E o tal do pug, grande, gordo, pesado e... totalmente empolgado!

Então ele correu e levou consigo o totem. Só que a guia estava amarrada na metade superior do negócio, o que fez com que o totem não fosse arrastado, mas sim tombado! Na direção dela. E, consequentemente, na direção do pobre cão, que ia ser esmagado.

Ela viu tudo acontecendo em câmera lenta, deu um salto pra frente e conseguiu - completamente desajeitada, com as sacolas na mão - segurar o bendito totem a centímetros de atingir o cão. Só que nisso, o treco bateu no carrinho que segura as cestas (aquelas, que ela nunca pega) e ele foi descendo em direção à rua...

E lá ela ficou, segurando o totem com uma mão, as sacolas com a outra, tentando segurar o bicho com o joelho esquerdo, tentando levantar o totem pra sair correndo atrás das cestas que estavam indo pro meio da rua, aquele monte de flyer espalhado pelo chão... que cena!

O carrinho das cestas, por sorte, era de um plástico levezinho, então ele não pegou muito embalo. Apenas desceu lentamente a calçada até a sarjeta e tombou de lado, sem grandes danos.

A atendente, que estava passando as compras de outra pessoa, ficou boquiaberta durante toda a série de eventos, assistindo sem saber o que fazer. O dono do cachorro, que tinha acabado de entrar e estava escolhendo frutas imediatamente ao lado de toda essa bagunça, só foi prestar atenção no que acontecia depois que a aflita moça já tinha dado um jeito de se reequilibrar e colocar o totem no lugar.

"FEI-JÃO! O que você está aprontando??" O dono do cão se agachou para começar a recolher os flyers. A moça também o fez, para ajudar, e não conseguiu conter o riso. "Feijão! Que nome maravilhoso!"

Assim que se agacha, o pug corre pra cima dela, balançando o corpo inteiro, porque só o rabo não dava conta de toda a empolgação.

O homem ri também. "É. E é um bagunceiro."

"Ele é lindo!" Claro que aí esqueceu-se de tudo e brincou um pouco com ele. Que cãozinho mais sensacional, feliz, brincalhão e com pelo brilhoso, macio e cheiroso.

Mas em seguida se recompôs e ajudou a recolher a papelada.

A atendente do caixa havia terminado de atender o cliente e saiu do seu posto para ir até a sarjeta recolher as pobres cestinhas. Ao voltar para a entrada, ela se dirige ao dono do Feijão. "Acho que seria melhor você amarrar ele aqui, ó!" e apontou para uma barra de ferro que saía da parede.

Ao ouvir a sugestão, a moça se prontificou. "Pode deixar que eu faço isso. Afinal, ele já pulou no meu colo, mesmo."

O moço abriu um sorriso. "Parece que ele gostou de você."

Foi só nesse momento que eles finalmente se olharam. Um instante que durou uma eternidade. Ela perdeu-se no sorriso dele, ele se pendurou nos longos cílios dela, ela quase se afogou nos olhos verdes dele, ele quis morar nos lábios dela, ambos escorregaram em suas peles e se emaranharam nos cabelos um do outro... o Feijão deu uma lambida no rosto dela.

"Ah... é! Parece que sim." Ela riu e secou a bochecha, torcendo para que ele não tivesse notado seu devaneio. "Eu... gostei muito dele também!" Disse enquanto se levantava. Ele se levantou também, desamarrou a guia do totem e a entregou para a moça.

"Obrigado."

Ela franziu a testa. "Pelo quê? Olha a bagunça que eu fiz!" Verificou se o novo nó estava seguro na barra de ferro e colocou o Feijão no chão com delicadeza, afagando atrás de sua orelha.

"Por isso." Ele apontou para a guia amarrada na barra. "E por ser gentil com o meu cachorro."

"Que é isso... imagina... ele é uma doçura." Ela apanhou suas sacolas e fez menção de ir embora.

"Seria uma pena ele não ver mais sua nova amiga." Sorriu esperançoso, e no mesmo instante ela quase foi ao chão com aquele sorriso e com o sentido oculto naquela frase.

"Seria..." Percebeu que sua boca estava aberta, mas não se mexia. "Ahn... é claro! Anota aí meu telefone para quando ele quiser me ver novamente..."

---

"Eita. Que bicho te mordeu, que esse sorriso besta não sai mais da sua cara??"

"Nada, não, Janine... Mercadinho bacana, esse que tem ali na esquina, né?"

Sunday, April 09, 2017

São elogios, né? =)

Sábado, 08 de abril de 2017 - 22h20 - Avenida Brigadeiro Faria Lima, São Paulo - SP

Eu: *passo caminhando*
Homem aleatório na calçada, com voz 'seduzente': "Toda poderooosaammm..."
Eu, cansada, nem me dou o trabalho de olhar para trás e apenas levanto o dedo do meio, candidamente.
Homem aleatório, falando super alto: "ENFIA NO SEU CU!"
Eu: "ADORO!"


Sábado, 08 de abril de 2017 - 22h30 - Avenida Brigadeiro Faria Lima, São Paulo - SP 

Eu: *sentada no ponto de ônibus, viajando em pensamentos aleatórios, olhando para o nada*
Homem aleatório num carro cheio de homens passa gritando a plenos pulmões: "AÊ, SUA GOSTOSA!!! Ô, GOSTOSA! GOSTOOOOOSAAAAaaaaaaaa!!!" (efeito doppler)
Eu, completamente assustada de ser puxada para a realidade daquela forma, não tive tempo de reagir.



Mas feminismo é bobeira e feministas são exageradas, histéricas e vitimistas.

Friday, February 17, 2017