Wednesday, September 26, 2007

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O Houaiss me contou que a insegurança é a falta de confiança em si mesmo, em suas próprias qualidades ou capacidades.

Essa inabilidade de se sentir capaz, de acreditar em si e, conseqüentemente, nos outros, acaba por transformar o mundo em uma eterna fonte de perigos e ameaças. As pessoas se tornam monstros desprovidos de sentimentos que só têm por objetivo magoar, as situações sempre são embaraçosas e desconfortáveis e esse estado constante de semi-pânico afasta quaisquer chances de se alcançar a paz interior e, junto com elas, as pessoas que poderiam eventualmente gostar de verdade desse ser patologicamente inepto a confiar. O que gera um ciclo vicioso, pois o distanciamento dessas pessoas gera ainda mais insegurança no ser em questão, o que impede que outras pessoas cheguem perto e assim por diante...

Não sou psicóloga, porém acredito que haja infinitos fatores que possam desencadear tamanha falta de segurança e bloquear bons pensamentos/atitudes/sentimentos sobre si e sobre os outros. Até arrisco uns palpites, mas os guardo para mim, pois é bastante indelicado fazer acusações. Em termos gerais, no entanto, as causas encontram-se na maneira como o ser foi ou é tratado. Pode ter sido um evento único, traumatizante o suficiente... pode ter sido uma série de situações constantes, com mudanças de cenários ou personagens, mas muito similares entre si... Pode ter sido absolutamente qualquer coisa.

Para um observador mais desatento, toda essa paranóia/neurose desse ser pode até se passar por uma encenação muito bem feita... coisa para ganhar atenção... aquela história de "se fazer de vítima". Fato é que esse ser desprovido de auto-estima é carente de uma enorme série bem variada de coisas, mas é carente, principalmente, de ajuda.

Wednesday, September 19, 2007

Essa eu não sabia....


Today's also Pirate Day! Arr!!

Wednesday, September 05, 2007

É...

Até o mais forte tem seus momentos de fraqueza...

Tuesday, September 04, 2007

Sem título mesmo, porque não merece.

Ela andava pela rua cantarolando mentalmente, animada com as perspectivas que o novo emprego oferecia e pensando com carinho no namorado que estava em outra cidade. Fazia um dia agradável, com uma excelente combinação entre o sol ameno e a brisa fresca, os galhos mais altos das árvores curvando-se gentilmente a cada sopro, os passarinhos chilreando despretensiosamente e de quando em quando um latido preguiçoso mostrava que o dia realmente estava bom demais para se preocupar com qualquer coisa.

Absorta em seus alegres pensamentos, ela nem notou que vinha tendo seus passos observados enquanto caminhava com a leveza de alguém em paz consigo mesma. De fato, não eram seus passos que estavam sendo observados. Em uma casa semi-construída mais à frente estavam quatro pares de olhos que se fixavam nas suas femininas curvas, delicadas e discretas, porém presentes.

Alguns poucos metros depois ela se sentiu observada. Retesou seus músculos e começou a caminhar sutilmente mais rápido, para poder evitar o que quer que fosse, caso houvesse necessidade. Num momentâneo desvio de foco conseguiu enxergar as oito lanças que estavam à espreita, aguardando o momento certo para...

Logo que as ondas reverberaram no seu pequeno tímpano, ela chegou a visualizar um suculento bife sendo frito. Chegou a conferir o relógio para certificar-se de que a hora do almoço já estaria próxima, porém ainda não fazia nem três horas que o sol havia despontado no horizonte. O som de fritura foi seguido por murmúrios indecifravelmente lascivos, o que a fez mirar com repulsa as quatro figuras recostadas no muro interminado e apertar ainda mais o passo. Fossem os olhos dela miras de alguma arma potencialmente letal, os quatro seres provavelmente teriam sido pulverizados. Ou, no mínimo, mutilados. No lugar certo. Esse mesmo! Não finja que não entendeu.*

Seu primeiro impulso foi de espancar um por um até a morte, pensamento esse que foi seguido por um quê de lucidez que a segurou e explicou que, além de eles serem visivelmente mais fortes, provavelmente não valeria toda a chateação de passar por todos os trâmites legais que tal ato acarretaria.

Num segundo instante, veio a vontade de lhes dar um sermão, pedir-lhes por respeito e os fazer imaginar que suas mães/irmãs/namoradas/tias/etc. poderiam estar no mesmo instante em outro ponto da cidade passando pela mesma desagradável situação. Eles não gostariam que isso acontecesse, gostariam? Novamente o seu cérebro a refreou, explicando que o entendimento deles sobre o conceito de "empatia" provavelmente era insignificante, senão nulo.

Não vendo o que podia fazer, seu dia já arruinado e plenamente irritada, ela saiu pisando duro, deixando escapar com raiva um "Bando de filhos da..." entredentes.


* O queee? Estou falando dos olhos, claro! Eu, heim...