Cruz e Souza, a mais nova fonte de poemas. Porque o livro veio parar na minha mão, só por isso. =)
(e, lógico, porque esse poema faz sentido neste exato momento)
ANSIEDADE
Esta ansiedade que nos enche o peito,
enche o céu, enche o mar, fecunda a terra,
ela os germens puríssimos encerra
do Sentimento límpido, perfeito.
Em jorros cristalinos o direito,
a paz vencendo as convulsões da guerra,
a liberdade que abre as asas e erra
pelos caminhos do Infinito eleito.
Tudo na mesma ansiedade gira,
rola no Espaço, dentre a luz suspira
e chora, chora, amargamente chora...
Tudo nos turbilhões da Imensidade
se confunde na trágica ansiedade
que almas, estrêlas, amplidões devora.
(e, lógico, porque esse poema faz sentido neste exato momento)
ANSIEDADE
Esta ansiedade que nos enche o peito,
enche o céu, enche o mar, fecunda a terra,
ela os germens puríssimos encerra
do Sentimento límpido, perfeito.
Em jorros cristalinos o direito,
a paz vencendo as convulsões da guerra,
a liberdade que abre as asas e erra
pelos caminhos do Infinito eleito.
Tudo na mesma ansiedade gira,
rola no Espaço, dentre a luz suspira
e chora, chora, amargamente chora...
Tudo nos turbilhões da Imensidade
se confunde na trágica ansiedade
que almas, estrêlas, amplidões devora.
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