Thursday, February 02, 2006

Ou este.

SILÊNCIOS

Largos silêncios interpretativos,
adoçados por funda nostalgia,
balada de consôlo e simpatia
que os sentimentos meu torna cativos;

Harmonia de doces lenitivos,
sombra, segrêdo, lágrima, harmonia
da alma serena, da alma fugidia
nos seus vagos espasmos sugestivos;

ó Silêncios! ó cândidos desmaios,
vácuos fecundos de celestes raios
de sonhos, no mais límpido cortejo...

Eu vos sinto os mistérios insondáveis,
como de estranhos anjos inefáveis
o glorioso esplendor de um grande beijo!


Cruz e Souza

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