Fechou a torneira e tirou o excesso de água do cabelo. Sorriu para si enquanto pegava a toalha. Jamais imaginaria que um dia pudesse estar nessa situação, mas agora que estava tinha que aproveitar. Secou com delicadeza as gotas reluzentes que se penduravam em sua pele e saiu do banheiro enrolando a toalha com firmeza em volta do seu corpo.
Ao entrar no quarto foi recebida com um olhar sereno, acompanhado de um singelo sorriso. Ainda parada na porta ela retribuiu como pôde e, passando por cima de sua insegurança e nervosismo, deitou-se apressadamente de bruços na cama. Depositou um beijo leve no ombro esquerdo de quem a aguardava e apoiou sua testa na testa dele, fechando os olhos.
Ele riu com ternura e a envolveu em seus braços, retribuindo com um beijo em seu pescoço. "Você é linda", disse em voz baixa e clara, causando um arrepio nela que subiu da base das costas à nuca. Era quase um sonho. Ele. Ali. A desejando.
Seus olhares se encontraram e por um átimo o tempo parou. Enquanto ela se banhava no verde dos olhos dele, ele mergulhava no profundo castanho dos olhos dela. A troca de carinho ia além do físico. Anos de história e expectativa culminaram em um beijo. Os lábios se tocaram com uma delicadeza que foi gradualmente se transformando em urgência, enquanto ele jogava para longe a toalha dela, revelando o corpo esguio com a pele ainda fresca do banho que acabara de tomar.
Em um movimento fluido, ele a virou e se deitou por cima dela, ao mesmo tempo em que ela passava uma mão pelos cabelos dele e com a outra pressionava o quadril dele contra si.
Ainda duvidava que aquilo acontecia com ela. Com ele!
Encararam-se mais uma vez.
"Posso?"
A pergunta sussurrada dele já havia sido respondida desde que haviam se encontrado três anos atrás. Claro que podia! Quando quisesse! Quantas vezes quisesse! Limitou-se a assentir com a cabeça e um sorriso de canto de boca, que ecoou na boca que estava prestes a lhe beijar novamente.
Seu coração disparou e ela quase caiu do sofá quando o barulho da garrafa quicando no chão a arrancou abruptamente do mundo dos sonhos. Inspirou devagar e profundamente para se acalmar. Não era quase um sonho. Era de fato um sonho. Soltou o ar com um grunhido decepcionado e esfregou os olhos.
Sentou-se lentamente e tentou alongar o pescoço enrijecido. Havia adormecido embriagada no sofá. De novo. Suas tentativas de fugir da realidade estavam lhe custando um preço muito alto. Arrastou seu corpo dolorido até o banheiro para lavar o rosto e tentar desembaralhar seus pensamentos. Seu olhar cansado e reprovador a encarou no espelho. Desde o dia em que havia saído daquele táxi, sua mente não lhe dava sossego.
Com um suspiro, abriu a torneira deixou a água gelada correr por seus pulsos antes de pegar um punhado e jogar em seu rosto. Teria que fazer algo a respeito. E logo.
Mas antes, um café.
Seu coração disparou e ela quase caiu do sofá quando o barulho da garrafa quicando no chão a arrancou abruptamente do mundo dos sonhos. Inspirou devagar e profundamente para se acalmar. Não era quase um sonho. Era de fato um sonho. Soltou o ar com um grunhido decepcionado e esfregou os olhos.
Sentou-se lentamente e tentou alongar o pescoço enrijecido. Havia adormecido embriagada no sofá. De novo. Suas tentativas de fugir da realidade estavam lhe custando um preço muito alto. Arrastou seu corpo dolorido até o banheiro para lavar o rosto e tentar desembaralhar seus pensamentos. Seu olhar cansado e reprovador a encarou no espelho. Desde o dia em que havia saído daquele táxi, sua mente não lhe dava sossego.
Com um suspiro, abriu a torneira deixou a água gelada correr por seus pulsos antes de pegar um punhado e jogar em seu rosto. Teria que fazer algo a respeito. E logo.
Mas antes, um café.
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