Wednesday, December 19, 2007

As pessoas são estranhas...

Tá, eu sei que isso não é novidade para ninguém. São estranhas em variados aspectos e bló... Mas o que me fez confirmar esse pensamento é algo que vem acontecendo comigo há... acho que desde sempre. E eu arriscaria dizer que acontece com todo mundo.

Funciona assim: você conhece alguém. O próximo passo óbvio é conversar (para se conhecer mais ou só para jogar conversa fora mesmo). Qual é o tom adotado com pessoas com as quais não somos tão íntimos? Normalmente polido, com um humor leve... inclusive quando estamos com a cabeça explodindo de problemas e/ou preocupações. Até usamos isso para criar um assunto, pacientemente explicamos (dependendo, até fazemos 'manha'), pacientemente ouvimos conselhos e o papo, ainda assim, continua com aquela polidez, bom humor.

Alguém consegue me dar uma explicação clara, coerente e convincente do porquê desse cenário mudar quando as pessoas se tornam mais íntimas?

Quando as pessoas têm um vínculo maior (pais/filhos, namorados, irmãos, amigos mais próximos), parece que automaticamente ganham o "direito" de serem desnecessariamente grossas, de se tratarem com frieza, de por vezes ignorarem a presença e, o mais grave, aqueles sentimentos tão queridos entre elas.

O que elas não percebem é que, quanto mais elas agem desse jeito (e acredite, com o tempo elas agem cada vez mais assim), mais elas pisoteam aqueles bons sentimentos que demoraram tanto para serem cultivados. E o processo de destruição é muito mais rápido.

Dói tanto ver aquela pessoa querida maltratando você gratuitamente e, ao mesmo tempo, sendo tão dócil com estranhos...

Eu sei que a vida está além do nosso entendimento e que deveríamos simplesmente viver sem nos preocupar com as profundidades dos assuntos desse tipo, mas atitudes como essa mereciam ser explicadas... pelo bem dos pobres e surrados corações.

Se bem que, neste exato momento no qual eu me preparava para finalizar esse post, acabou de surgir um palpite: as pessoas agem assim porque, a partir do momento em que aqueles sentimentos que mencionei são cultivados/atingidos/whatever, elas se sentem livres/confortáveis para tirarem suas máscaras e simplesmente serem elas mesmas. Quase como se estivessem sozinhas.

Sabe quando você está revoltado com o planeta, se joga na cama, xinga todo mundo e fica quieto, tentando esvaziar a cabeça?

É... não sei se é isso, mas por enquanto é um pensamento válido e semi-reconfortante.

Mas não elimina a dor de ser maltratada. E não justifica a falta de respeito.

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