Ela quer ser artista. Atriz, cantora, pintora, fotógrafa, contorcionista, escritora, qualquer coisa. O amor é pela arte em todas as formas de expressão e por todos aqueles que conseguem expressá-la de uma forma ou de outra. Pensa demais sobre assuntos demais. A arte funcionaria como uma punção no cérebro, aliviando a dor-de-cabeça que a acompanha desde que aprendeu a usá-lo.
Coloca uma música alta para tentar abafar tantos pensamentos aleatórios e deixa-se embalar pelos acordes do violão que ela adoraria saber tocar. Acordes tristes e revoltados, que nem ela, mas que estão soltos e livres, ao contrário dela. Sua prisão é ela mesma. Um misto de perfeccionismo, tédio e falta de coragem. Se ela tivesse coragem, perseguiria seus sonhos até realizá-los.
Sonhos? É isso: ela não tem sonhos. No máximo umas vontadezinhas. Queria fazer teatro. Queria tocar bateria. Queria escrever um livro. Queria dublar um filme. Só para ver como é, entende? Não são projetos de vida. Queria praticar um esporte. Qualquer um. Para mexer um pouquinho o esqueleto, pelo menos em prol de si mesma. Queria não, deveria! Pelo menos para parecer menos doente.
Queria é voltar no tempo e poder mudar algumas decisões, mas não dá. Tais decisões já foram tomadas, as conseqüências já vieram e isso a tornou como é. O que não é necessariamente ruim. Nem bom. Resta-lhe viver o que ela tiver que viver. Ela não quer um futuro diferente: quer o futuro dela, do jeitinho que deve ser. Com erros, acertos, tristezas, alegrias e quaisquer outras sutilezas a que ela tiver direito. Com sonhos e projetos ou sem eles, vive-se.
A revolta dela não é com nada nem ninguém em específico... talvez com ela mesma, pelas tantas promessas que ela se faz e que tão insistentemente não cumpre. Tenta ser legal com todo mundo, mas quando chega a vez dela, é negligente. Esquece das coisas. No fundo é uma egocêntrica. Deve fazer isso para ganhar atenção e piedade dos outros. Pobrezinha, tão altruísta. Que nada.
Ela tem é medo de que alguém não goste dela. Sente vontade de trancar-se num quarto e nunca mais sair de lá. Sem espelho, pois acha sua imagem patética. E escuro também, pois não quer nem ver a sua silhueta torta. Quer trancar-se e ser esquecida. E esquecer, para que seus múltiplos pensamentos parem de atormentá-la. Tem medo que as pessoas riam de tremenda patetice.
Para tanta e tamanha esquisitice não há solução. Esquecer, curar, superar, não são opções. Há o tentar conviver, temporariamente contornar, apertar o botãozinho do snooze. Nasce-se com isso, com isso se vive e se morre. Aí é uma questão de descobrir até onde vai a compreensão alheia.
Coloca uma música alta para tentar abafar tantos pensamentos aleatórios e deixa-se embalar pelos acordes do violão que ela adoraria saber tocar. Acordes tristes e revoltados, que nem ela, mas que estão soltos e livres, ao contrário dela. Sua prisão é ela mesma. Um misto de perfeccionismo, tédio e falta de coragem. Se ela tivesse coragem, perseguiria seus sonhos até realizá-los.
Sonhos? É isso: ela não tem sonhos. No máximo umas vontadezinhas. Queria fazer teatro. Queria tocar bateria. Queria escrever um livro. Queria dublar um filme. Só para ver como é, entende? Não são projetos de vida. Queria praticar um esporte. Qualquer um. Para mexer um pouquinho o esqueleto, pelo menos em prol de si mesma. Queria não, deveria! Pelo menos para parecer menos doente.
Queria é voltar no tempo e poder mudar algumas decisões, mas não dá. Tais decisões já foram tomadas, as conseqüências já vieram e isso a tornou como é. O que não é necessariamente ruim. Nem bom. Resta-lhe viver o que ela tiver que viver. Ela não quer um futuro diferente: quer o futuro dela, do jeitinho que deve ser. Com erros, acertos, tristezas, alegrias e quaisquer outras sutilezas a que ela tiver direito. Com sonhos e projetos ou sem eles, vive-se.
A revolta dela não é com nada nem ninguém em específico... talvez com ela mesma, pelas tantas promessas que ela se faz e que tão insistentemente não cumpre. Tenta ser legal com todo mundo, mas quando chega a vez dela, é negligente. Esquece das coisas. No fundo é uma egocêntrica. Deve fazer isso para ganhar atenção e piedade dos outros. Pobrezinha, tão altruísta. Que nada.
Ela tem é medo de que alguém não goste dela. Sente vontade de trancar-se num quarto e nunca mais sair de lá. Sem espelho, pois acha sua imagem patética. E escuro também, pois não quer nem ver a sua silhueta torta. Quer trancar-se e ser esquecida. E esquecer, para que seus múltiplos pensamentos parem de atormentá-la. Tem medo que as pessoas riam de tremenda patetice.
Para tanta e tamanha esquisitice não há solução. Esquecer, curar, superar, não são opções. Há o tentar conviver, temporariamente contornar, apertar o botãozinho do snooze. Nasce-se com isso, com isso se vive e se morre. Aí é uma questão de descobrir até onde vai a compreensão alheia.
1 comment:
wow...
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